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Críticas

CRÍTICA: Annabelle (2014)

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MV5BMjM2MTYyMzk1OV5BMl5BanBnXkFtZTgwNDg2MjMyMjE@._V1_SX640_SY720_-1Por Queops Negronski

Nada mais batido no gênero horror do que objetos amaldiçoados que acabam por detonar todo e qualquer tipo de harmonia do lugar onde ele está. O objeto em questão é “Annabelle”, a horrenda (diga-se de passagem) boneca que aparece no superestimado filme “Invocação do Mal”, de James Wan, que inclusive, é produtor desse $pin off.

annabelle-movie-7-600x334Ambientado nos anos 60/70, o casal protagonista do filme tem aquela beleza típica de casais comerciais de margarina, mas sem o carisma dos que aparecem nos comerciais (o que é impressionante!). E a trilha sonora, algo de grande importância em filmes de gênero, é outro ponto fraco do filme.

O filme não empolga em nenhum momento e os poucos momentos inspirados são tão poucos, mas tão poucos, que não acrescentam valor à obra. Sem falar que a própria boneca Annabelle é tão mal aproveitada que, esquecemos de que ela é a “atriz principal” do filme. Outra coisa chatíssima no filme é o viés judaico-cristão de culpa/dor/redenção que faz com que o espectador mais perspicaz saiba exatamente o que vai acontecer.

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Diante de tudo isso, chegamos à conclusão de que o filme poderia ter sido lançado diretamente em DVD. Teria sido até mais justo pro espectador e pros produtores, que, ao lançar a obra nas telonas, provaram pra quem quisesse ver que Annabelle é meramente um produto raso e desmerecedor de elogios.

Enfim, “Annabelle” consegue ser tão chato, mas tão chato, que consegue fazer com que “Invocação do Mal” pareça ser legal, coisa que não é.

Direção: John R. Leonetti
Roteiro: Gary Dauberman
Elenco: Ward Horton, Annabelle Wallis, Alfre Woodard
Origem: EUA

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=paFgQNPGlsg?rel=0&w=560&h=315]

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0 Comments

  1. rebeca

    12 de outubro de 2014 at 18:28

    invocação do mal nao é legal? poxa

    • Blog Toca o Terror

      12 de outubro de 2014 at 23:46

      Rimou!

    • Fred

      11 de junho de 2016 at 10:11

      Caras babacas que fazem critica aqui, só sabem falar mal, terror é isso aí, não tem como retirar esses elementos, se eles não gostam de filme de terror não comentem, vão comentar drama! BABACAS demais velho, ridiculo esse blog, queria saber qual o terror 5 estrelas pra eles???

  2. raji

    14 de outubro de 2014 at 00:51

    Menino, acabei de assistir com a sala lotada e pelo que percebi a grande maioria gostou di filme.

    • Júlio Carvalho (@JxCxBOZO)

      14 de outubro de 2014 at 10:49

      Eu acredito. Por isso que vai continuar aparecendo filmes assim. 🙁

      • Geraldo de Fraga

        16 de outubro de 2014 at 13:24

        Eu imagino que seja um filme bem dirigido e com um monte de sustos. E só precisa disso mesmo para agradar o grande público.

  3. Clinton Freitas

    19 de outubro de 2014 at 11:37

    Já tô curioso pra ver o filme! Gostei de invocação do mal. Mas diminuindo a expectativa, pode ser que goste.

  4. André Vale

    22 de outubro de 2014 at 00:00

    Invocação do Mal foi um bom filme de terror, afinal, terror é aquilo que passa a sensação de medo, agora carnificina, da medo a alguém? Só meu filho de 5 anos que não pode ver um braço partido que chora….abraços. Já que são especialistas em terror ao extremo , me passem cinco filmes de terror que merecem aplauso!

  5. Max

    9 de novembro de 2014 at 10:48

    Acredito que o filme será um sucesso de bilheteria até porque clichê e farofa vende que é uma beleza, mas o filme não acrescenta nada de novo ao gênero, não passa de uma mesmice sem fim, com uma narrativa que se arrasta por longos 90 minutos sem fim. (podiam ter cortado para 80 ou 70) e eu particularmente quase dormi no cinema de tão chato.

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CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

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Eles Vão Te Matar

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).

Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantinemeets Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.

Escala de tocância de terror:

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: A Noiva! (2026)

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A Noiva!

Passados dois séculos, Frankenstein segue vivaço na cultura pop. Menos de seis meses depois do lançamento do filme de Guillermo del Toro, chega aos cinemas A Noiva! (The Bride!). O longa, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, revisita o universo de Mary Shelley em um thriller noir carregado de empoderamento feminino.

Longe das montanhas e castelos decadentes do horror gótico, a história de A Noiva! começa na glamurosa Chicago da década de 1930. Ao aprontar umas e outras em um jantar repleto de homens perigosos, a jovem Ida (Jessie Buckley) acaba assassinada pelos capangas do chefe da máfia local.

Nesse mesmo espaço de tempo, o monstro de Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade em busca da Dra. Euphronius (Annette Bening), renomada especialista em “reanimação”. Com várias súplicas e chantagens sentimentais, Frank convence a cientista a lhe ajudar na missão de conseguir uma companhia amorosa.

Assim, Ida acaba desenterrada e trazida de volta à vida, sem memória, predestinada a subir ao altar. A noiva, porém, é fodona e não está muito disposta a ser bela, recatada e do lar. Sua não submissão, no entanto, desperta ainda mais o interesse de Frank. Infelizmente, após brigarem em um inferninho local, o casal passa a ser perseguido pela polícia e embarca numa fuga pelos EUA.

Como esperado, Maggie Gyllenhaal usa os monstros de Shelley (e seus, agora) para montar uma fábula sobre os rejeitados pela sociedade, sobretudo os do sexo feminino. Seria piegas, se não fosse pelo roteiro esperto, que não deixa nada cair no melodrama. A protagonista não quer favor de ninguém, ela quer exatamente o que lhe pertence: o protagonismo.

Com esse papel, Jessie Buckley entra de vez no panteão das atrizes de destaque da atualidade. Arrastando tudo nesta temporada de premiações, por seu trabalho em Hamnet, a irlandesa está totalmente elétrica (com o perdão do trocadilho), dos trejeitos do que seria uma morta-viva reanimada, passando pelo visual e sotaque carregado. Em pouco mais de duas horas de filme, sua personagem vai de desapegada, à amante amorosa e a líder revolucionária, sem perder a personalidade do caos em pessoa.

Ao seu lado, Christian Bale entende perfeitamente seu status de coadjuvante e entrega um Frankenstein apaixonado e porradeiro na medida certa. Outra figura secundária de destaque é a detetive Myrna Mallow (Penélope Cruz), que serve para escancarar como o machismo não persegue apenas os feios e marginalizados.

Da metalinguagem, com a própria Mary Shelley dando as caras na trama, até diversas referências a clássicos de terror, Gyllenhaal se joga de cabeça no cinema de gênero como uma fã apaixonada. Em um determinado momento, Frank e Ida entram em uma sessão que exibe um longa com Bela Lugosi e saem correndo de lá, perseguidos por uma multidão que carrega tochas. Absolute fan service!

A Noiva tem pouca presença no livro de 1818 (nem chega a ganhar vida), mas conquistou notoriedade com a figura de Elsa Lanchester, no clássico de 1935. De lá para cá, ganhou versões alternativas, como em A Prometida (1985) e Penny Dreadful (2014). Já seu visual dos Monstros da Universal inspirou personagens de algumas animações ao longo dos anos, tendo Comando das Criaturas como o exemplo mais recente.

Com Jessie Buckley, ela tem agora sua variante mais marcante depois de quase um século. Interessante esse filme chegar aos cinema quando os Epstein Files e inúmeros casos de violência contra mulheres estampam as manchetes do Brasil e do Mundo. Queremos e precisamos de uma Noiva caçadora de red pills.

NDE: Tem uma cena pós-crédito

Escala de tocância de terror:

Direção: Maggie Gyllenhaal
Roteiro: Maggie Gyllenhaal
Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz
Origem: EUA

* Filme assistido na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z

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CRÍTICA: Pânico 7 (2026)

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Pânico 7

A franquia “Pânico” (Scream) está de volta para mais “aventuras” do Ghostface. Essa já longeva franquia, no entanto, não parece mais ter o mesmo fôlego depois de 30 anos e tantas sequências. Além das polêmicas, como a demissão de Melissa Barrera e a “pulada de barco” de Jenna Ortega, chega agora aos cinemas o sétimo longa deste icônico representante do slasher moderno.

A trama de “Pânico 7” acompanha Sidney Prescott e sua família, que vivem de forma pacífica numa pequena cidade. A paz é interrompida quando um novo Ghostface surge para não só ameaçar a final girl clássica, como também ter como alvo principal sua filha mais velha. A heroína precisa correr contra o tempo para desmascarar o assassino e acabar com o reino de terror do novo vilão.

Eu estava bem animado com o retorno de Neve Campbell, e o trailer indicava um embate mais pessoal e impactante. Nossa, como eu estava errado… infelizmente! O que vi em “Pânico 7” acabou sendo um filme extremamente perdido e sem razão de existir, que se escora na nostalgia como uma muleta de salvação.

O longa não chega a ser “uma bomba”, mas é o mais fraco da franquia, com toda certeza. A participação de Sidney é boa, muito por conta de sua intérprete, que dá dignidade e carisma à personagem. Acontece que o roteiro fraquinho não ajuda, trazendo personagens novos bem rasos (até para os padrões da franquia) e personagens com um legado subaproveitados.

Além disso, temos a pior cena inicial, a pior revelação do Ghostface e as piores motivações da franquia. Tudo está muito solto e sem sentido. Ainda assim, o gore é o maior da série e o Ghostface está bem brutal, mas só isso não salva o longa.

Outra coisa que me impressionou foi a ligação que o público tem com a franquia. Em algumas cenas, senti-me em um filme da Marvel: o cinema veio abaixo em uma cena específica e quando rolava alguma participação especial. Ainda assim, o resultado final desagradou o público com quem conversei.

Mesmo pra quem é fã como eu, “Pânico 7” é uma grande decepção. E é com dor que preciso dizer: Tomara que a franquia passe uns bons anos em hiato. É o melhor para todos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Scream 7
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Kevin Williamson ,Guy Busick, James Vanderbilt
Elenco: Neve Campbell, Isabel May, Courtney Cox e outros
Ano de lançamento: 2026

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