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Desenvolvedores de SILVER PINES falam sobre seu laborioso tributo lynchiano [Entrevista]
Ex-Desenvolvedores da Arrowhead, Linus Larsson e Mattias Snygg, detalham inspirações, mecânicas e o estágio final de produção do survival horror metroidvania Silver Pines, com lançamento previsto para 8 de outubro de 2026.
“A game for everyone is a game for no one” é o lema no site da Arrowhead Studios, estúdio por trás da franquia Helldivers — e é também um princípio que norteia ex-desenvolvedores da empresa: Linus Larsson e Mattias Snygg. Em conversa após uma extensa prévia às portas fechadas do segundo nível de Silver Pines, ambos deixaram claro que o título mira um público específico enquanto entra na reta final de produção, com lançamento marcado para 8 de outubro de 2026.
Desenvolvido por Wych Elm Games, um estúdio de cinco pessoas que trabalha totalmente de forma remota entre Noruega e Suécia, Silver Pines acompanha Red Walker, um detetive particular em baixa que chega à cidade titular em busca do músico desaparecido Eddie Velvet. Quando uma tempestade isola o local, a busca de Walker se transforma em um pesadelo repleto de monstros sombrios, mistérios e tormentos psicológicos à medida que ele se aproxima da verdade.
Linus, responsável pelo level design, e Mattias, que cuida da arte e da animação — ambos também creditados na escrita — afirmam que a equipe compartilha múltiplas funções, uma estratégia que ajuda a distribuir a carga de trabalho e a desenvolver habilidades que raramente seriam exploradas em ambientes AAA. O estúdio vive agora a fase de crunch enquanto finaliza o jogo.
Nas referências diretas, os desenvolvedores citam clássicos dos videogames como as primeiras entradas de Resident Evil e Silent Hill, dos quais tiraram elementos de jogabilidade: munição limitada, combinações de ervas para cura e vários puzzles ao longo da experiência. Os inimigos sombrios permanecem cercados de mistério — nome e natureza ainda não revelados, pois sua descoberta faz parte da narrativa —, mas os criadores destacam que essas criaturas foram pensadas para “harmonizar” com a atmosfera do jogo e priorizar a “surrealidade”.
Para enfrentar as ameaças, o jogador terá acesso a cinco ou seis armas corpo a corpo, mais de dez armas de longo alcance e alguns itens arremessáveis, muitos com caminhos de upgrade vinculados ao investimento do jogador no mundo do jogo e na resolução de enigmas. O sistema de mementos presente nas demos oferecerá “builds” leves para o jogador investir. Linus ressalta que existe uma “dança com esse tipo de balanceamento”: sinergias são possíveis, mas sem comprometer a economia de recursos e o desafio do jogo.
Sobre a dificuldade, os desenvolvedores avisam que o modo normal não oferece muito auxílio: “Se você não for inteligente com seus recursos, terá mais dificuldade. Mas se usar esses itens nos momentos certos, também sentirá essa sensação de poder”, disse Linus.
No campo cinematográfico, observadores já relacionaram o tom do jogo a John Carpenter, a séries televisivas dos anos 1990, Jacob’s Ladder e Lost Highway. Os criadores também apontaram inspirações artísticas inesperadas, como Francis Bacon, Francisco Goya e Junji Ito. Mattias destacou a forma como Bacon representa a psique humana e a “grande empatia pelos temas mais sombrios” em Goya como fundamentais para compreender a natureza sombria de Silver Pines.
Visualmente, o jogo adota um estilo rotoscópico distinto. Para produzir as animações, os desenvolvedores muitas vezes se utilizaram como referências visuais, prática que reforça o aprendizado multifuncional do time. O resultado é uma estética impactante que casa com o subtexto neo-noir e o horror surreal do título, incluindo toques pessoais e culturais como a participação de Moto Boy — ídolo da cena indie sueca — e até a presença de uma submetralhadora sueca entre as armas que os jogadores poderão empunhar.
Esta matéria foi publicada originalmente por www.fangoria.com.


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Sequência de “Heart Eyes” terá lançamento antecipado
A sequência de Heart Eyes, dirigida por Joel Ruben, teve sua estreia adiantada em uma semana; Paramount Pictures assumiu a distribuição mundial.
Uma reestruturação no calendário de lançamentos fará com que a sequência de Heart Eyes, de Joel Ruben, chegue aos cinemas antes do previsto. Inicialmente marcada para 11 de fevereiro de 2028, fontes oficiais confirmaram que a Paramount Pictures adiantou o projeto em uma semana.
Joel Ruben retorna como roteirista e diretor da sequência, assim como Christopher Landon, que volta como responsável pela história e como produtor executivo. Mason Gooding e Olivia Holt foram confirmados para reprisarem seus papéis, e novos nomes no elenco devem ser anunciados em breve.
Detalhes da trama ainda não foram divulgados, mas há rumores de que a história envolverá alguém novo assumindo o manto do “assassino Heart Eyes”, visando vingança contra os sobreviventes.
Foi confirmado que a Paramount Pictures cuidará da distribuição mundial do filme; a empresa já havia lançado o original na Europa. Não foi informado um motivo oficial para a saída da Screen Gems da distribuição doméstica, embora haja boatos de que a empresa não teria conseguido oferecer uma campanha publicitária satisfatória para o primeiro filme.
Uma mudança inesperada para Heart Eyes 2, mas pelo menos o público deverá ver o longa um pouco antes do que se imaginava. Informação originalmente publicada por www.screamhorrormag.com.
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“Resident Evil”, de Zach Cregger, bate recorde de estreia da franquia
O longa solo de 2026 dirigido por Zach Cregger alcançou a maior estreia da história da franquia Resident Evil, arrecadando US$ 108,3 milhões no fim de semana de abertura.
Após dois grandes sucessos no gênero, esperava-se que Zach Cregger trouxesse um novo impulso à debilitada franquia Resident Evil — e foi exatamente isso que aconteceu. O criador de The Weapons repetiu a dose: seu filme solo de Resident Evil, lançado em 2026, registrou a maior arrecadação de abertura da série até hoje.
Nos Estados Unidos, a previsão otimista apontava para uma estreia entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões. A demanda por ingressos superou as expectativas e o filme fechou o fim de semana doméstico com US$ 60,1 milhões.
No mercado internacional, a produção arrecadou mais US$ 48,3 milhões, totalizando US$ 108,3 milhões na abertura mundial — marca inédita para a franquia.
O sucesso se estendeu à crítica: Resident Evil alcançou 96% no Rotten Tomatoes, outro recorde da série, superando todas as adaptações anteriores, sejam de videogame ou de filmes.
O longa recebeu elogios especiais pela atuação do protagonista Austin Abrams, além de destaque pelo ritmo enxuto e pela duração bem dosada.
Com orçamento de US$ 75 milhões, Resident Evil ainda não entrou no lucro, mas a projeção é de que se mantenha bem nas próximas semanas.
Ainda não há confirmação sobre conversas formais para uma sequência, mas o desempenho recorde aumenta a probabilidade de continuidade da franquia.
Informação publicada originalmente por www.screamhorrormag.com.
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Crítica: GHOST IN THE CELL é o melhor filme de Joko Anwar até hoje
Uma mistura feroz de horror, comédia e crítica social, Ghost in the Cell confirma Joko Anwar como cineasta no auge.
De vez em quando, você tem a sorte de assistir a um filme que te faz sentir capaz de atravessar uma parede de tijolos. Fico feliz em dizer que Ghost in the Cell, de Joko Anwar, é um desses filmes.
Tudo começa quando Dimas (Endy Arfian), um jornalista recém‑retornado de Bornéu, é acusado de assassinar seu editor após uma discussão sobre uma matéria. Dimas é transferido para a prisão de Labuhan Angsana, onde encontra Anggoro (Abimana Aryasatya), pai de dois filhos cuja pena segue sendo prorrogada por envolvimento em brigas — brigas que ele protagoniza em defesa de outros detentos.
As jornadas de Dimas e Anggoro são centrais no conto de horror e, surpreendentemente, de humor de Anwar (sim, há momentos engraçados), mas eles não são os únicos personagens envolvidos nessa inquietante guerra de classes indonésia. Wildan (Mike Luccock) é um muçulmano devoto cujo conhecimento sobre o significado das auras se torna crucial para a sobrevivência do grupo; Pendi (Lukman Sardi) é um ex‑professor que finge ser passivo até o momento certo de superar os adversários; e Six (Yoga Pratama), que sofre de enxaquecas intensas que o fazem enxergar auras, acaba sendo peça-chave para a proteção dos amigos.
Muitos filmes têm muitos personagens, mas poucos conseguem funcionar como um verdadeiro conjunto. Embora Dimas e Anggoro sejam o foco, o roteiro de Anwar e a escalação de Juandini Liesmita reuniram um elenco brilhante que dá vida às palavras do papel. Do fervor de Aryasatya como Anggoro à atuação cruel e contida de Bront Palarae como o carcereiro Jefri, cada intérprete contribui para transformar Ghost in the Cell em uma comédia de horror sociopolítica memorável.
Ah, e vale destacar: há um fantasma furioso que devasta suas vítimas da forma mais grotesca possível.
Dimas é condenado e preso rapidamente por duas razões. Primeiro, as imagens de CCTV desapareceram misteriosamente — um recurso que costuma acontecer sempre que convém aos poderes corruptos. Segundo, o chefe dele foi encontrado pendurado de cabeça para baixo no ventilador de teto, com as entranhas espalhadas pela sala. Dimas sabe que não foi o autor, mas nenhum sistema de justiça, sobretudo um corrupto, dará crédito à defesa “foi um fantasma malévolo”.
Assim que Dimas chega, o fantasma começa a semear o caos no Bloco C. O que se segue é uma mistura hilariante de Random Acts of Violence e Kung Fu Hustle, demonstrando que Anwar não só sabe ser implacavelmente cru em seus filmes, como também extremamente engraçado.
A crueldade artística do fantasma, combinada com o timing cômico do elenco, já seria suficiente para tornar Ghost in the Cell um bom filme. A justaposição entre horror e humor não é novidade, mas raramente é exibida em graus tão extremos. O conjunto frequentemente transforma pânico absoluto em escaramuças de slapstick, e supera o desafio com naturalidade.
Informação originalmente publicada por www.fangoria.com.


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