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Esta semana no horror: recusa em Blair Witch, Curry Barker e sua serra elétrica, e Evil Dead volta a 1972
A semana trouxe a atriz original de The Blair Witch negando participação no reboot, Curry Barker lidando com um Texas Chainsaw Massacre e novidades sobre o novo Evil Dead, que se passa em 1972. Informação publicada originalmente por ihorror.com.
A semana começou com uma das atrizes originais de The Blair Witch registrando publicamente que não quer ter nada a ver com o reboot, e terminou comigo sentada no escuro às 2h da manhã chorando por um disco bônus de The Wicker Man. Pelo meio, um criador do YouTube que fez um filme com oitocentos dólares ganhou as chaves de Leatherface, e um produtor lembrou a todo mundo que o próximo Evil Dead acontece numa época em que a TV a cores ainda não havia se consolidado. Junho não está sendo silencioso. Vamos aos detalhes.
Por semanas, o ponto mais alto sobre o novo Blair Witch foi um nome que não aparecia. Dois terços do trio original embarcaram; a terceira ficou em silêncio. Nesta semana, Rei Hance, atriz antes creditada como Heather Donahue, quebrou o silêncio em um comentário no Facebook reportado pela Deadline: ela não irá participar. Recebeu uma proposta, leu o contrato e disse não.
O anúncio veio depois que o produtor James Wan começou a vender o reboot como uma reunião de “todas as pessoas originais”, o que incluiu Hance num grupo ao qual ela nunca concordou em participar. Ela listou quatro motivos para recusar: direitos, uso futuro de sua identidade e voz, liberdade para falar e remuneração. Ninguém divulgou o contrato, e ela não usou explicitamente o termo “inteligência artificial”. Quando uma intérprete em 2026 cita “uso futuro de identidade e voz” como motivo para recusar, dá para fazer as contas — a conclusão, porém, é sua, não dela.
O peso do caso aumenta pelo histórico. O Blair Witch original faturou cerca de US$248 milhões com orçamento de US$60 mil, e a campanha de marketing vendeu ao público a ideia de que aquelas três pessoas realmente haviam desaparecido na floresta. Hance chegou a receber uma espécie de obituário enquanto ainda estava viva. Joshua Leonard e Michael C. Williams assumiram papeis como produtores executivos no filme de Dylan Clark para a Lionsgate e a Atomic Monster de Blumhouse. Hance, porém, manteve algo que ninguém conseguiu tirar: o controle sobre sua própria imagem. Perdidos na mata sempre foram a parte fácil. O contrato é aquilo que assombra.
Curry Barker passou anos fazendo coisas com quase nenhum orçamento, e agora dois estúdios lhe entregam oportunidades importantes. Em entrevista à The Playlist, ele falou sobre dois projetos em sua mesa, que, vistos de longe, não poderiam ser mais diferentes.
O primeiro é Anything But Ghosts, em pós-produção pela Focus Features, sobre dois trapaceiros que forjam assombrações para clientes em luto até entrarem numa casa com algo real. Barker e seu parceiro de longa data Cooper Tomlinson interpretam os vigaristas. O elenco que se formou ao redor deles fez a indústria prestar atenção: Aaron Paul, Bryce Dallas Howard, Violet McGraw e Chris Reinacher, este último anunciado em junho. O filme compartilha universo com Obsession, estreia de Barker, que desde então superou The Blair Witch Project como a aquisição de festival com maior arrecadação já registrada. Duas referências a Blair Witch num mesmo apanhado. A floresta está por toda parte esta semana.
O segundo trabalho é mais pesado. A24 entregou a Barker um longa de Texas Chainsaw Massacre para escrever e dirigir; ele ainda está em fase inicial — sem roteiro, sem elenco, sem data. O que ele tem é uma abordagem: quer focar na família, não apenas no homem com a serra, dizendo à Total Film que há “coisas realmente perturbadoras acontecendo naquela fazenda”. Uma observação importante, já que a cobertura tem confundido os projetos: o filme de Barker é independente da série de TV Texas Chainsaw da A24 dirigida por JT Mollner. Dois projetos, duas equipes, uma serra. Comédia e terror são o mesmo motor apontado em direções opostas, e Barker construiu a carreira provando que sabe para onde ele olha. Agora vai descobrir se esse instinto resiste a um casebre na fazenda.
As notícias sobre Evil Dead se acumularam nesta semana, então vale organizar. O produtor Robert Tapert confirmou, em comentários reportados pelo Dread Central, que Evil Dead Wrath se passa em 1972 e se estrutura em torno de uma história de amadurecimento, o que o coloca nove anos antes de Sam Raimi abrir o Necronomicon em 1981. O diretor Francis Galluppi, responsável pelo tenso thriller desértico The Last Stop in Yuma County, está filmando com a intenção de que pareça ter saído da década, em película quente e tungstênio. 1972 também tira discretamente dos personagens todas as formas modernas de pedir ajuda: sem telefones, sem GPS, sem sinal. Apenas adolescentes errando em tempo real.
Fonte: publicado originalmente por ihorror.com. Leia a matéria original.
Crédito: conteúdo adaptado a partir de publicação original de ihorror.com.
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CAPE FEAR: Veja Javier Bardem entrando no personagem como Max Cady
Javier Bardem fala sobre a construção de Max Cady na nova série Cape Fear, adaptação da obra que inspirou o filme de Martin Scorsese.
Javier Bardem assume um dos papéis mais infames da história do cinema, segundo apenas a Hannibal Lecter: Max Cady, o perturbador assassino em série no centro de Cape Fear. Com a nova adaptação da obra clássica disponível no Apple TV+, a FANGORIA traz com exclusividade um trecho dos bastidores em que Bardem mostra sua transformação e descreve por que Cady é tão aterrorizante.
Inspirada tanto no filme de Martin Scorsese de 1991 quanto no romance original, The Executioners, a série apresenta Wilson e Adams como uma dupla de advogados que se vê em perigo quando um assassino que foi preso por eles é solto, ansioso por vingança. O elenco também inclui Joe Anders, Lily Collias e CCH Pounder, e a produção executiva tem a assinatura de Scorsese e Steven Spielberg, produtor do filme original.
No trecho exclusivo, Bardem detalha as escolhas que fez para compor Max Cady e como diferenciou sua versão das anteriores. Ele compara Cady a uma pantera — pela maneira de se mover, pela paciência com que aborda suas vítimas — e até cita as lentes de contato que usa para deixar o olhar em um verde cortante e inquietante, como o de um predador da selva.
A série de 10 episódios é a terceira adaptação de The Executioners, escrito em 1957 por John D. MacDonald. A história estreou no cinema em 1962, com Gregory Peck e Robert Mitchum nos papéis do advogado e de seu perseguidor violento. Ambos apareceram em papéis pequenos no remake de Scorsese, que teve Robert De Niro, Nick Nolte e Jessica Lange e recebeu duas indicações ao Oscar.
Nick Antosca é o criador e showrunner de Cape Fear, e produz ao lado de Bardem, Adams, Alex Hedlund, Darryl Frank, Justin Falvey e Morten Tyldum, que dirigiu o primeiro episódio. A série estreia três anos após o anúncio inicial em 2023 e integra a programação de produções de prestígio do Apple TV+, que inclui títulos como Monarch: Legacy of Monsters, Widow’s Bay e Maximum Pleasure Guaranteed.
Para os mais curiosos, a Apple está oferecendo um mês de assinatura gratuita do Apple TV+ — acesso que libera não só Cape Fear, mas todo o catálogo do serviço, uma boa oportunidade para maratonar, por exemplo, Ted Lasso caso a nova série tire seu sono.
Novos episódios de Cape Fear estreiam no Apple TV+ todas as sextas-feiras até 31 de julho.
Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.


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LIVING DEAD Weekend: Este seria o adeus final ao Monroeville Mall?
A possível demolição do Monroeville Mall, palco de Dawn of the Dead de George A. Romero, reacende memórias e celebrações no Living Dead Weekend — convenção que transforma o local em um santuário do cinema zumbi.
Quando foi anunciado, no fim do ano passado, que o Monroeville Mall, a leste de Pittsburgh, havia sido vendido para o Walmart e provavelmente seria demolido, fãs de horror em todo lugar soltaram um suspiro coletivo de desapontamento. Não se tratava apenas da perda de mais um shopping suburbano, mais um fragmento do que costumava ser a cultura americana durante nossas formações. Este shopping, em especial, é um santuário para o nascimento e a consolidação do cinema zumbi como o conhecemos: foi no Monroeville Mall que o patriarca dos mortos-vivos, George A. Romero, filmou Dawn of the Dead, há 50 anos.
Dawn of the Dead é a sequência de Night of the Living Dead, de Romero. Uma década depois de levar a história dos mortos que voltam à vida de uma fazenda para um shopping center, Romero captou uma ansiedade crescente na América do pós-Vietnã. O santuário do consumismo desenfreado retratado no filme, que abrigava os quatro sobreviventes, é, por ora, também a casa desta convenção de horror.
Honrando essa história e criando novas memórias, o Monroeville Mall tem sido sede do Living Dead Weekend, um encontro bienal de fãs de horror locais e internacionais. Por muitos anos, a convenção reuniu jovens amantes do gênero para comunidade, um pouco de sangue e uma grande demonstração de afeto pelo cinema de terror.
Durante todo o ano, o shopping também abriga o Living Dead Museum, anteriormente localizado em Evans City, Pensilvânia, nas proximidades do cemitério mostrado na abertura de Night of the Living Dead (1968). É difícil andar por essa região do oeste da Pensilvânia e não topar com algo ou alguém associado, de alguma forma, a um filme de Romero.
Isso é uma das características que torna o Living Dead Weekend diferente de outras convenções de horror. Não foi apenas o fato de que os painéis deste ano focaram exclusivamente em Dawn of the Dead, mas também as histórias das pessoas envolvidas na produção desse filme em particular.
Claro, havia o deus dos efeitos especiais Tom Savini posando com suas armas ao lado de uma motocicleta para fotos pagas, e Ken Foree no palco falando sobre sua experiência em uma trupe teatral em Nova York nos anos 1970 — elementos que outras convenções também já exibiram. Mas o Living Dead Weekend contou com muitos moradores locais que fizeram papel de zumbis, membros de gangues de motociclistas e caçadores caipiras, todos recrutados porque conheciam alguém que conhecia alguém.
As histórias desses participantes são incríveis, e ganham ainda mais força quando contadas no mesmo espaço em que aconteceram quase meio século atrás. É possível ver os olhos deles brilharem ao apontarem para as escadas rolantes onde subiram e sofreram quedas perigosas por causa das garras da correia, tudo em busca do enquadramento perfeito. Eles lembram da sopa servida na mesa de artesanato e de quantas polegadas de neve se acumularam em seus carros após longas filmagens noturnas (27 polegadas em apenas uma noite).
Esta matéria foi publicada originalmente por www.fangoria.com.


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Este jogo de terror de 10 anos fica mais popular com o tempo
Equipe dedicada de comunidade ajuda Dead by Daylight a equilibrar feedback dos fãs com limitações logísticas, segundo desenvolvedor. Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.
Dead by Daylight (DBD) conta com uma equipe de comunidade dedicada para tratar das preocupações e solicitações dos jogadores e levar essas demandas ao time interno. Não se passa uma década sem ouvir os fãs, mas qual é o equilíbrio entre acolher esse feedback e levar em conta as questões logísticas?
“Obviamente não podemos agradar a todos ao mesmo tempo”, disse Richard. “Garantimos que mantemos o máximo de equilíbrio possível, que ouvimos os diferentes públicos e suas necessidades, e que alternamos entre atender um público específico ou assegurar que, na visão de onde queremos chegar, escolhamos os recursos certos para que a felicidade aconteça mais vezes do que não.”
Curiosamente, e digno de nota, no exato momento em que discutíamos a importância de manter a comunidade satisfeita, ouviu-se uma grande ovação — o início do concurso de cosplay estava começando no palco principal. Feliz, de fato.
Informação publicada originalmente por www.fangoria.com.


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