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Críticas

CRÍTICA: Sobrenatural – A Origem (2015)

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Sobrenatural - A Origem

[Por Jarmeson de Lima]

Confesso a vocês que não tinha lá muitas esperanças quanto a “Sobrenatural – A Origem“. Afinal de contas seria um prequel e a terceira parte dessa franquia que nem é tão boa assim. O que motivaria um filme assim? Imagina… Então quando e$$as coi$as começam a rolar, você já sente o que vem por aí. E pra comprovar a decepção, eis que ele se sai mais preguiçoso e formulaico do que os anteriores.

INSIDIOUS 3

A decepção já começa pelo título. O filme sequer tem algo de “origem”. Foi mais uma dos distribuidores brasileiros que acharam por bem colocar uma coisinha diferente no nome pra disfarçar o subtítulo original genérico de “Capítulo 3″. A premissa deste é que a trama se passa antes dos acontecimentos do primeiro e segundo filme (pra quem não viu, eis a resenha dos outros aqui), mas na real poderia ter acontecido em qualquer momento. Isso confere até uma cara de seriado à história, tendo em cada episódio um novo desafio para os protagonistas. Com base nisso, poderia haver o Insidious – Chapter 4, 5, 6… e não haveria a menor diferença.

É justamente por ter esse aspecto de repetição da fórmula que faz “Sobrenatural – A Origem” ser tão desinteressante. Já conhecemos a senhora idosa que tem poderes mediúnicos, já conhecemos a dupla de caçadores de fantasmas que provoca alívio cômico e sabemos que existe um limbo de espíritos com gente boa e gente má que vai atormentar uma família. Pegue esses elementos, coloque no piloto automático e tá pronto um filme de uma hora e meia com sustinhos e poucas cenas impactantes.

Nele, descobrimos porque Elise Rainier (Lin Shaye) é tão relutante em tentar usar sua habilidade espiritual para entrar em contato com os falecidos, mesmo a pedido de meninas indefesas e assustadas. O que aprendemos neste Sobrenatural – A Origem, assim como nos filmes anteriores, é que se você manda uma mensagem do mundo dos vivos pro limbo, todos os mortos de lá ouvem. E aí é bronca porque qualquer um deles pode se antecipar ao destinatário e atender ao “big fone” espiritual. (Nota: A galera não usa um telefone pra isso. Foi apenas uma frase jocosa.)

Voltando… A vítima da vez é Quinn Brenner (Stefanie Scott), cuja mãe faleceu recentemente, e que por pouco não se encontra com ela na mesma dimensão após um acidente de carro que desencadeia os problemas que vai enfrentar em seguida. Com duas pernas fraturadas, Quinn em seu estado pós-coma, agora tem que lidar com uma “possessão” espiritual e óbvios problemas de mobilidade. Sendo que até chegar numa parte minimamente interessante, o filme se torna entediante e apela para os sustos gratuitos e efeitos de som alto a cada 10 minutos para chamar a atenção e acordar os sonolentos.

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Pois bem, diante da situação incomum, o pai da moça (Dermot Mulroney) decide convocar mais uma vez a médium da família para dar um jeito nisso. Apesar de suas recusas e temores, a simpática senhora só enfim decide salvar a menina quando seu cachorro a convence(!). A partir daí, entre encontros e desencontros, chegamos ao embate final, que de tão patético, eu teria vergonha de ter produzido e entregue ao estúdio.

Mas como o roteirista e agora diretor Leigh Whannell (da franquia Jogos Mortais) não se preocupou muito com isso, o resultado é esse: “Sobrenatural – A Origem” é um filme insípido e sem alma (sacou ae?!). Mesmo em comparação com os anteriores e os que vierem depois, este foi só mais uma produção esquecível para passar (ou perder) o tempo.

Escala de tocância de terror:

Direção: Leigh Whannell
Roteiro: Leigh Whannell
Elenco: Stefanie Scott, Lin Shaye e Dermot Mulroney
Origem: EUA

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4 Comments

4 Comments

  1. Lucas

    21 de fevereiro de 2016 at 16:51

    Esse filme é muito bom, quem estiver em duvidas pode assistir que vale as horas gastas.

  2. Julio

    25 de fevereiro de 2016 at 13:48

    O filme é ótimo .. pode não ter agradado o altor da crítica (que mais parece um Hater) mas pra mim está de parabéns!!!

  3. Julio César

    10 de março de 2016 at 12:19

    Eu assisti o filme no cinema e gostei bastante. Por se passar em ambientes, basicamente, em com pouca luz, vc se sente numa aura de terror mto boa. Recomendo.

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CRÍTICA: Obsessão (2026)

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Obsessão

Obsessão” poderia ser uma comédia romântica da Geração-Z. Temos um boy desinteressante, vacilão e inseguro que vive na friendzone. Ele passa a se interessar pela colega de trabalho e pede ajuda a um de seus amigos e colegas para dominar a arte da paquera. Mas nada sai conforme o combinado.

E como falei, “Obsessão” (Obsession) poderia ser tudo isso acima, mas não é. É denso, melancólico, tenso e catastrófico como um bom filme de terror pode ser. O mais curioso é que é uma produção da Blumhouse e por isso mesmo é surpreendente. De longe parece ser a produção mais ousada que Jason Blum já apostou.

Aqui a gente revisita a maldição da ‘pata do macaco’ em formato de item colecionável de loja esotérica. O tal “One Wish Willow” concede um único desejo às pessoas em vida e por isso mesmo deveria ser usado com cautela. Mas não espere isso de Bear (Michael Johnston), que pede para que sua crush Nikki (Inde Navarrette) se apaixone perdidamente por ele.

Quem já viu a saga “Mestre dos Desejos” sabe que qualquer pedido mal formulado pode se tornar uma maldição e um pesadelo. E neste caso, o amor trazido pelo amuleto não traz paz nem felicidade ao casal. Conduzindo as cenas com uma boa dose de estranheza e esquisitice, o diretor Curry Barker mostra sem pressa a radical mudança de estilo de vida de Nikki na companhia e na ausência de Bear.

É tudo tão imprevisível nas atitudes da garota que os jumpscares acabam funcionando. Impossível até não lembrar da icônica Pearl em algumas cenas em que a pobre Nikki tenta impressionar seu namorado. Inclusive, a dose de estranheza vai aumentando conforme a duração do filme vai passando, com direito a gore e cenas ainda mais violentas, sem alívio cômico.

No fundo, “Obsessão” é mais que um filme de terror. É também um grito de alerta para relacionamentos tóxicos em que a namorada sempre é vista como “louca”. Assim como em “Acompanhante Perfeita“, temos uma boa metáfora sobre o desejo e o interesse masculino sem medir consequências a respeito do que as mulheres sentem.

Confie no hype da vez e se surpreenda. Ah, e um adendo… em seu primeiro teste como ‘scream queen’, posso afirmar sem erro que Inde Navarrette foi aprovada com todos os méritos.

Escala de tocância de terror:

Título original: Obsession
Diretor: Curry Barker
Roteiro: Curry Barker
Elenco: Michael Johnston, Inde Navarrette, Cooper Tomlinson e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Cinemark Rio Mar Recife

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CRÍTICA: Exit 8 (2026)

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Exit 8

Quase um ano depois de ser exibido na mostra Midnight Screenings do Festival de Cannes, Exit 8 (8-ban deguchi, 2025) chega aos cinemas brasileiros. O longa é uma adaptação do game de mesmo nome, lançado pela desenvolvedora independente Kotake Create, que foi um enorme sucesso viral em 2023.

Todo mundo sabe como adaptar jogos para as telonas é complicado, exemplos ruins e péssimos não faltam; e bons filmes são poucas exceções. E olhe que, na maioria das vezes, o próprio game já conta com um enredo cinematográfico para dar suporte aos realizadores. Exit 8, no entanto, não tem nada nem perto disso.

A história começa com um cidadão normal (Kazunari Ninomiya) indo para mais um dia de trabalho. No metrô, ele recebe uma ligação da namorada dando a notícia de que está grávida. Enquanto tenta achar um lugar onde o celular pegue melhor, para continuar a complicada conversa, o protagonista vai parar no que parece um corredor comum da estação.

O local, porém, tem um looping temporal e geográfico, no melhor estilo ‘Falha na Matrix’. Após tentar achar à Saída 8, que aparece indicada em uma placa, ele percebe que está andando em círculos e voltando sempre para o mesmo ponto de partida. Nosso heroi resolve então ler as instruções que estão na parede.

1 – Ele precisa passar pelo corredor e memorizar tudo que tem lá (posteres pendurados, portas, placas, armários e um sujeito esquisito que passa caminhando).
2 – Na segunda passada, se tiver tudo do mesmo jeito, é só seguir.
3 – Se tiver algo diferente (chamado aqui de anomalia), ele precisa retornar ao ponto de partida. Isso tem que ser feito oito vezes, corretamente, para achar a saída. Se ele errar alguma coisa, volta à estaca zero.

Jogar isso numa tela, caçar detalhes e pegadinhas, pode ser divertido. Assistir a alguém fazendo, nem tanto. Por isso, o roteiro tenta fazer com que simpatizemos com o protagonista, trazendo a história da paternidade de volta, de tempos em tempos, para dar uma carga dramática. O problema é que só isso não basta para nos manter interessados numa história de um personagem solitário em um cenário minimalista.

Algumas anomalias mais extravagantes chegam a empolgar pela bizarrice visual que tanto amamos no cinema japonês, porém não salvam o dia. O filme até melhora com a inserção de uma nova trama (bem imprevisível), mas ela não dura muito. Entra então uma ‘crítica social foda’ sobre a rotina e o cotidiano vazio da sociedade moderna, que outros pessoas já fizeram bem melhor.

Exit 8 foi mais longo do que deveria, assustou menos do que podia e ainda conseguiu nos colocar no meio de um dilema que deveria parecer comovente, mas acabou sendo apenas brega. Fuja desse beco sem saída.

Escala de tocância de terror:

Direção: Genki Kawamura
Roteiro: Kotake Create, Kentaro Hirase e Genki Kawamura
Elenco: Kazunari Ninomiya, Yamato Kochi e Naru Asanuma
Origem: Japão

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CRÍTICA: Maldição da Múmia (2026)

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Maldição da Múmia

A múmia enquanto personagem no universo de terror surgiu há cerca de 96 anos com a obra homônima estrelada por Boris Karloff. Naquela produção, já se exploravam temas como imortalidade e ressurreição mediante sacrifícios a deuses e divindades egípcias. Com o passar do tempo, o interesse dos produtores pela temática levou à exaustão do subgênero.

Após um hiato, a ideia de uma franquia foi resgatada no final dos anos 90 sob a forma de aventura e comédia com Brendan Fraser. Dezoito anos depois e nove anos atrás, Tom Cruise protagonizou outra versão, desta vez com uma abordagem mais voltada ao horror e à ficção científica, mesclando personagens de um universo literário compartilhado, contando com o Dr. Jekyll e o Mr. Hyde, por exemplo.

Essa tentativa de reboot com monstros clássicos acabou engavetada devido ao fracasso de público e crítica. Foi então que a Blumhouse assumiu a missão de revisitar esses personagens sob um novo viés.

Pelo estúdio, tivemos o excelente “O Homem Invisível”, o regular “Lobisomem” e agora, enfim, “Maldição da Múmia“, que se mostra uma obra essencialmente confusa. Quem assumiu as rédeas desta releitura foi Lee Cronin, assinando a direção e o roteiro, após ganhar notoriedade com A Morte do Demônio: A Ascensão.

Possivelmente animado com a possibilidade de fazer outro filme para a franquia de Sam Raimi, Cronin pegou uma coisa e outra de mitologia egípcia para disfarçar uma história que muito se assemelha às tramas de possessão demoníaca de Evil Dead. Confira:

– Criança frágil, porém sequelada, agindo de forma cruel e violenta com seus entes queridos ✔️
– Entidade demoníaca que se comunica com grunhidos, mas disfarça uma voz doce pra enganar as pessoas ✔️
– Professor/Arqueólogo que pega uma gravação antiga para revelar que existe um culto demoníaco ✔️
– Gore, Vômito Preto, Automutilação, Gosma e Pele Arrancada ✔️

E onde está a múmia nessa história toda? A conexão com o mito das múmias ancestrais é tênue e surge apenas no início da trama, situada no Egito. Uma família tem sua filha sequestrada. Foi dada como desaparecida e só depois de anos, descobrem que ela estava confinada em um sarcófago (!).

Nisso ae entra em ação o CSI do Cairo com uma policial/investigadora obstinada que constrasta com uma equipe médica negligente, que libera a criança “mumificada” em estado catatônico para o convívio familiar porque seria melhor para ela assim (!!). Nesse ponto, o filme descamba para uma sucessão de situações sem sentido e soluções convenientes, tornando-se um drama familiar com toques de terror.

E a culpa, logo iremos descobrir, que é de um antigo demônio egípcio que destrói lares e coloca familiares uns contra os outros. Podia ser coisa do Necronomicon, mas é só um espírito zombeteiro de cinco mil anos atrás que passa de uma pessoa a outra como num ritual que Cronin viu em “Faça Ela Voltar” e curtiu.

Sim, ele foi capaz de mesclar tudo isso num filme que remete muito pouco à mitologia das múmias. Até tem uma pirâmide subterrânea em uma casa, mas isso, assim como outras coisas, não faz sentido ou não é explicado.

Com uma duração excessiva de mais de duas horas, “Maldição da Múmia” não apresenta novidades. Nem é essa coisa toda horripilante e grotesca… até pode ser para quem não está tão acostumado a cenas mais fortes.

Mas para quem já assistiu aos filmes que o inspiraram, este novo longa soa como uma cópia simplória de fórmulas já consagradas no gênero. E nem dá para culpar o faraó pelo resultado.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Mummy
Direção: Lee Cronin
Roteiro: Lee Cronin
Elenco: Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Hayat Kamille e outros
Ano de lançamento: 2026

* Filme visto em Cabine de Imprensa promovido pela Espaço Z

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