Críticas
CRÍTICA: Sharknado (2013)

Por Geraldo de Fraga
Ninguém em sã consciência vai assistir a Sharknado (2013) achando que verá um filmaço. Afinal, é uma produção da Asylum que mostra um tornado de com vários tubarões invadindo Los Angeles. Além do roteiro extremamente absurdo, o espectador tem que levar em consideração o orçamento dessa produtora, que sempre é muito abaixo dos padrões de cinema de hoje.
O problema é que Sharknado exagera na canastrice a ponto de se transformar em um filme insuportável, pois tenta se levar a sério. Porque não fazer um roteiro escancarando na comédia? Seria muito mais interessante e, garanto, atrairia mais público.
Apesar do filme ter ficado como um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, no dia em que foi exibido na TV americana, isso se deu somente, e tão somente, pela excentricidade do enredo. A gente conhece a Asylum, estávamos dispostos a relevar furos no roteiro, mas do jeito que foi… ficou demais.

O filme começa com um imbróglio envolvendo o capitão de um navio que pesca tubarões e um empresário que quer comprar os bichos abatidos. Eles discutem sobre o preço da negociação, e logo a discussão se transforma em um tiroteio na proa do navio… detalhe: ESSE TRECHO NÃO TEM INFLUÊNCIA NENHUMA NA HISTÓRIA.
Logo em seguida, sem mais de menos, se forma uma tempestade que “suga” todos os tubarões da costa da Califórnia e os carrega até a cidade de Los Angeles, dando início a uma chuva de tubarões. Com a cidade alagada por conta das chuvas os bichos tomam conta das ruas. Outro detalhe: TARTARUGAS? BALEIAS? POLVOS? NÃO. A MERDA DA TEMPESTADE SÓ ARRASTOU OS TUBARÕES.
A partir daí, acompanhamos quatro amigos que partem rumo a Beverly Hills para salvar a mulher e a filha do personagem principal, pois, segundo a rádio local informa, a tempestade vai aumentar. Durante a jornada pelas vias alagadas, o filme vira um espetáculo. Ruas com a água na altura do pneu dos carros, mas infestadas por tubarões brancos gigantes.

Ou não pagaram o salário do continuísta ou o cara é o maior troll de todos os tempos. Cenas onde, uma hora o local está submerso, mas quando corta para a cena seguinte o lugar está seco. Fato que acontece o tempo todo também com as roupas e os cabelos dos atores.
E o mais bizarro é: para não ficar apenas com cenas com tubarões computadorizados, colaram cenas onde tubarões reais aparecem no oceano, quando no filme a cena se passa em uma lugar tipo… UMA PISCINA!
Sobre o roteiro não vale a pena nem comentar. Ah, e o tornado, propriamente dito, só surge no final do filme e é uma obra prima dos efeitos especiais. Boa sorte a quem tiver coragem de assistir.
Nota: 1,0
Direção: Anthony C. Ferrante
Roteiro: Thunder Levin
Elenco: Ian Ziering, Tara Reid, John Heard
Origem: EUA
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Críticas
CRÍTICA: Eles Vão Te Matar (2026)

Mulher chega em um prédio sinistro e se torna vítima de um complô satanista. Bem, isso aí a gente vê no cinema desde “O Bebê de Rosemary“. Mas nunca de uma forma tão “divertida” como agora em “Eles Vão Te Matar” (They Will Kill You).
Tentando se equilibrar num limite tênue entre humor, terror e ação, o longa de Kirill Sokolov leva Asia Reaves (Zazie Beetz) até o centenário Virgil, um imóvel que esconde segredos entre seus andares. E no gerenciamento de empregados, hóspedes e seguidores de satã está Lily Woodhouse (Patricia Arquette) dando as ordens.

Se você viu o trailer, vai perceber que ali estão ótimas cenas de luta e ataques de uma forma escrachada e devidamente bem coreografadas. São sequências em que Asia tem que literalmente brigar para sobreviver diante dos que querem lhe matar, conforme anuncia o título do filme. Algo como “Constantine” meets “Kill Bill“.

Montado um pouco como se fosse um videogame com várias fases em que cada andar do Virgil apresenta um novo desafio, “Eles Vão Te Matar” traz na gênese esse terror de sobrevivência com uma temática sobrenatural/diabólica regado a litros de sangue jorrando na tela. Não tem lá uma crítica social foda nem nada muito inspirador, mas funciona mais do que a continuação que fizeram para “Casamento Sangrento“, em que inventaram uma motivação que não cola.

O diretor russo consegue extrair risadas em meio a cenas grotescas e mostra como a protagonista vira a verdadeira ameaça para seus algozes, utilizando qualquer arma que esteja à mão. Essa sarcástica aventura dura menos de duas horas e mostra que é possível fazer algo assim de forma despretensiosa sem enrolar demais até chegar na catarse final.
* Filme visto em Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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Críticas
CRÍTICA: A Noiva! (2026)

Passados dois séculos, Frankenstein segue vivaço na cultura pop. Menos de seis meses depois do lançamento do filme de Guillermo del Toro, chega aos cinemas A Noiva! (The Bride!). O longa, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, revisita o universo de Mary Shelley em um thriller noir carregado de empoderamento feminino.
Longe das montanhas e castelos decadentes do horror gótico, a história de A Noiva! começa na glamurosa Chicago da década de 1930. Ao aprontar umas e outras em um jantar repleto de homens perigosos, a jovem Ida (Jessie Buckley) acaba assassinada pelos capangas do chefe da máfia local.

Nesse mesmo espaço de tempo, o monstro de Frankenstein (Christian Bale) chega à cidade em busca da Dra. Euphronius (Annette Bening), renomada especialista em “reanimação”. Com várias súplicas e chantagens sentimentais, Frank convence a cientista a lhe ajudar na missão de conseguir uma companhia amorosa.
Assim, Ida acaba desenterrada e trazida de volta à vida, sem memória, predestinada a subir ao altar. A noiva, porém, é fodona e não está muito disposta a ser bela, recatada e do lar. Sua não submissão, no entanto, desperta ainda mais o interesse de Frank. Infelizmente, após brigarem em um inferninho local, o casal passa a ser perseguido pela polícia e embarca numa fuga pelos EUA.
Como esperado, Maggie Gyllenhaal usa os monstros de Shelley (e seus, agora) para montar uma fábula sobre os rejeitados pela sociedade, sobretudo os do sexo feminino. Seria piegas, se não fosse pelo roteiro esperto, que não deixa nada cair no melodrama. A protagonista não quer favor de ninguém, ela quer exatamente o que lhe pertence: o protagonismo.

Com esse papel, Jessie Buckley entra de vez no panteão das atrizes de destaque da atualidade. Arrastando tudo nesta temporada de premiações, por seu trabalho em Hamnet, a irlandesa está totalmente elétrica (com o perdão do trocadilho), dos trejeitos do que seria uma morta-viva reanimada, passando pelo visual e sotaque carregado. Em pouco mais de duas horas de filme, sua personagem vai de desapegada, à amante amorosa e a líder revolucionária, sem perder a personalidade do caos em pessoa.
Ao seu lado, Christian Bale entende perfeitamente seu status de coadjuvante e entrega um Frankenstein apaixonado e porradeiro na medida certa. Outra figura secundária de destaque é a detetive Myrna Mallow (Penélope Cruz), que serve para escancarar como o machismo não persegue apenas os feios e marginalizados.

Da metalinguagem, com a própria Mary Shelley dando as caras na trama, até diversas referências a clássicos de terror, Gyllenhaal se joga de cabeça no cinema de gênero como uma fã apaixonada. Em um determinado momento, Frank e Ida entram em uma sessão que exibe um longa com Bela Lugosi e saem correndo de lá, perseguidos por uma multidão que carrega tochas. Absolute fan service!
A Noiva tem pouca presença no livro de 1818 (nem chega a ganhar vida), mas conquistou notoriedade com a figura de Elsa Lanchester, no clássico de 1935. De lá para cá, ganhou versões alternativas, como em A Prometida (1985) e Penny Dreadful (2014). Já seu visual dos Monstros da Universal inspirou personagens de algumas animações ao longo dos anos, tendo Comando das Criaturas como o exemplo mais recente.
Com Jessie Buckley, ela tem agora sua variante mais marcante depois de quase um século. Interessante esse filme chegar aos cinema quando os Epstein Files e inúmeros casos de violência contra mulheres estampam as manchetes do Brasil e do Mundo. Queremos e precisamos de uma Noiva caçadora de red pills.
NDE: Tem uma cena pós-crédito
Direção: Maggie Gyllenhaal
Roteiro: Maggie Gyllenhaal
Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz
Origem: EUA
* Filme assistido na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z
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CRÍTICA: Pânico 7 (2026)

A franquia “Pânico” (Scream) está de volta para mais “aventuras” do Ghostface. Essa já longeva franquia, no entanto, não parece mais ter o mesmo fôlego depois de 30 anos e tantas sequências. Além das polêmicas, como a demissão de Melissa Barrera e a “pulada de barco” de Jenna Ortega, chega agora aos cinemas o sétimo longa deste icônico representante do slasher moderno.

A trama de “Pânico 7” acompanha Sidney Prescott e sua família, que vivem de forma pacífica numa pequena cidade. A paz é interrompida quando um novo Ghostface surge para não só ameaçar a final girl clássica, como também ter como alvo principal sua filha mais velha. A heroína precisa correr contra o tempo para desmascarar o assassino e acabar com o reino de terror do novo vilão.
Eu estava bem animado com o retorno de Neve Campbell, e o trailer indicava um embate mais pessoal e impactante. Nossa, como eu estava errado… infelizmente! O que vi em “Pânico 7” acabou sendo um filme extremamente perdido e sem razão de existir, que se escora na nostalgia como uma muleta de salvação.

O longa não chega a ser “uma bomba”, mas é o mais fraco da franquia, com toda certeza. A participação de Sidney é boa, muito por conta de sua intérprete, que dá dignidade e carisma à personagem. Acontece que o roteiro fraquinho não ajuda, trazendo personagens novos bem rasos (até para os padrões da franquia) e personagens com um legado subaproveitados.
Além disso, temos a pior cena inicial, a pior revelação do Ghostface e as piores motivações da franquia. Tudo está muito solto e sem sentido. Ainda assim, o gore é o maior da série e o Ghostface está bem brutal, mas só isso não salva o longa.

Outra coisa que me impressionou foi a ligação que o público tem com a franquia. Em algumas cenas, senti-me em um filme da Marvel: o cinema veio abaixo em uma cena específica e quando rolava alguma participação especial. Ainda assim, o resultado final desagradou o público com quem conversei.
Mesmo pra quem é fã como eu, “Pânico 7” é uma grande decepção. E é com dor que preciso dizer: Tomara que a franquia passe uns bons anos em hiato. É o melhor para todos.
Título original: Scream 7
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Kevin Williamson ,Guy Busick, James Vanderbilt
Elenco: Neve Campbell, Isabel May, Courtney Cox e outros
Ano de lançamento: 2026
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Julia
19 de agosto de 2013 at 09:51
Kkkkk. Sem comentarios…
fernando vasconcelos
19 de agosto de 2013 at 12:43
doidopraver kkk
Matheus Teles
1 de fevereiro de 2015 at 09:04
HAUAHUAHUAHUA.
Imagino que Sharknado seja um trash contemporâneo, haha.
E olha que amo filmes trash com todo o meu coração!
Spoilers:
O Fin entrando inteiro dentro do tubarão e ainda tirando Nova de lá de dentro, justamente dentre os zilhões de tubarões do tornado que podiam tê-lo pega. Não tô procurando muita coerência num filme desse, mas é que essa foi demais, huahuahauhauhua.
Puckio
27 de agosto de 2017 at 17:00
eSpectador